Joãozinho chega da escola e vai direto à geladeira pegar o sorvete. Sua mãe entra na cozinha e dá aquela bronca:
-Nada disso, Joãozinho. Isso não é hora de tomar sorvete. Está quase na hora do almoço... Vá lá fora brincar!
-Mas, mamãe, não tem ninguém para brincar comigo!
A mãe entra no jogo dele e diz:
-Tá bom, então eu vou brincar com você. Do que é que nós vamos brincar?
-Quero brincar de papai-e-mamãe.
Tentando não mostrar surpresa ela responde:
-Tá certo. O que é que eu devo fazer?
-Vá para seu quarto, vista o baby-doll e deite-se.
Pensando que vai ser bem fácil controlar a situação, a mãe sobe as escadas.
Joãozinho vai até o quartinho e pega um velho chapéu do pai. Ele encontra
um toco de cigarro num cinzeiro e o coloca no canto da boca. Sobe as escadas e vai até o quarto da mãe. A mãe levanta a cabeça e pergunta:
-E o que eu faço agora?
Com um jeito autoritário, Joãozinho diz:
-Desça logo e dê sorvete ao garoto!
ADMITA: VOCÊ PENSOU SACANAGEM, NÉ?
Vai Orar pecador(a) ! Já !
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Fique alerta a golpe milionário pela internet
Golpistas enviam e-mails e pedem dados pessoais de vítimas com oferta de dinheiro fácil. Negócios ilegais movimentam US$ 2 bilhões por ano. Enredos envolvem países africanos
Humberto Siqueira (Correio Braziliense)
Cada vez mais, a internet vem sendo usada como um canal para a aplicação dos mais variados roubos. Animado com a possibilidade de melhorar a situação financeira, o internauta não pensa duas vezes, caindo numa armadilha muito bem engendrada pela mente sempre criativa do estelionatário. Basta deixar um e-mail ou telefone de contato para se transformar em alvo potencial de pessoas mal intencionadas. Negócios ilegais, que, segundo estimativas de sites norte-americanos que alertam para o problema, movimentam cerca de US$ 2 bilhões por ano.
Os que mais lesam vítimas em termos de volume de dinheiro são aqueles em que há promessas de participação em grandes fortunas. As histórias inventadas pelos estelionatários invariavelmente apelam para o lado emocional e o religioso. Todos garantem ter contas polpudas, que, por motivos nem sempre explicados, estão sempre bloqueadas. É nessa hora que costumam fazer à vítima um pedido de adiantamento, com a justificativa de usar o dinheiro cedido para pagar despesas com advogado, incentivos e taxas ou, até mesmo, a viagem para resgatar os milhões.
A reportagem manteve contato com um dos golpistas e investigou o negócio ilegal que preocupa autoridades, principalmente de Gana, Nigéria e Serra Leoa, países africanos de onde vem a maioria dos golpes. O golpista, que se apresentou com o nome de Joe Aku, apresenta proposta que envolvia aplicar US$ 2 milhões no Brasil, fruto de comércio legal de outro em Dafur, no Sudão. Ele diz não ter informações sobre as melhores opções de investimentos e, em troca, oferece 20% de comissão, não só do lucro, mas de todo o valor investido.
O enredo continua com Joe alegando ter depositado US$ 2 milhões em uma caixa metálica enviada à Sky Security, uma empresa de segurança na Inglaterra, que realmente existe. Ele promete então enviar a caixa e a senha para abertura dela, e pede dados pessoais do interlocutor, mas diz que precisa pagar US$ 5 mil ao advogado que providenciará a liberação do cofre. Informa ter apenas US$ 1,5 mil e pede o restante como ‘empréstimo’, que deverá ser depositado em uma conta no Banco do Brasil.
E-MAIL GRATUITO
O modelo da abordagem é apenas um entre vários, assim como o nome do impostor. Ao todo, já foram reconhecidos mais de 100 cartas e 200 nomes usados pelos contraventores. A mensagem com a proposta é, com poucas exceções, de um serviço gratuito, como Hotmail ou Yahoo. Isso dificulta o rastreamento da origem do e-mail.
Segundo a embaixada de Gana no Brasil, o golpe é aplicado em larga escala. Inclusive, com alguns casos de homicídio. Calcula-se que US$ 2 bilhões são roubados anualmente pelos bandidos. É difícil apontar com precisão, pois uma parte significativa das vítimas não registra queixas nem comunica a fraude. O silêncio se deve ao receio de se expor ao ridículo por ter caído num conto de fadas. Segundo a Polícia Federal, por se tratar de estelionato, a investigação é de competência da Polícia Civil, a não ser que envolva golpistas de outros países.
Humberto Siqueira (Correio Braziliense)
Cada vez mais, a internet vem sendo usada como um canal para a aplicação dos mais variados roubos. Animado com a possibilidade de melhorar a situação financeira, o internauta não pensa duas vezes, caindo numa armadilha muito bem engendrada pela mente sempre criativa do estelionatário. Basta deixar um e-mail ou telefone de contato para se transformar em alvo potencial de pessoas mal intencionadas. Negócios ilegais, que, segundo estimativas de sites norte-americanos que alertam para o problema, movimentam cerca de US$ 2 bilhões por ano.
Os que mais lesam vítimas em termos de volume de dinheiro são aqueles em que há promessas de participação em grandes fortunas. As histórias inventadas pelos estelionatários invariavelmente apelam para o lado emocional e o religioso. Todos garantem ter contas polpudas, que, por motivos nem sempre explicados, estão sempre bloqueadas. É nessa hora que costumam fazer à vítima um pedido de adiantamento, com a justificativa de usar o dinheiro cedido para pagar despesas com advogado, incentivos e taxas ou, até mesmo, a viagem para resgatar os milhões.
A reportagem manteve contato com um dos golpistas e investigou o negócio ilegal que preocupa autoridades, principalmente de Gana, Nigéria e Serra Leoa, países africanos de onde vem a maioria dos golpes. O golpista, que se apresentou com o nome de Joe Aku, apresenta proposta que envolvia aplicar US$ 2 milhões no Brasil, fruto de comércio legal de outro em Dafur, no Sudão. Ele diz não ter informações sobre as melhores opções de investimentos e, em troca, oferece 20% de comissão, não só do lucro, mas de todo o valor investido.
O enredo continua com Joe alegando ter depositado US$ 2 milhões em uma caixa metálica enviada à Sky Security, uma empresa de segurança na Inglaterra, que realmente existe. Ele promete então enviar a caixa e a senha para abertura dela, e pede dados pessoais do interlocutor, mas diz que precisa pagar US$ 5 mil ao advogado que providenciará a liberação do cofre. Informa ter apenas US$ 1,5 mil e pede o restante como ‘empréstimo’, que deverá ser depositado em uma conta no Banco do Brasil.
E-MAIL GRATUITO
O modelo da abordagem é apenas um entre vários, assim como o nome do impostor. Ao todo, já foram reconhecidos mais de 100 cartas e 200 nomes usados pelos contraventores. A mensagem com a proposta é, com poucas exceções, de um serviço gratuito, como Hotmail ou Yahoo. Isso dificulta o rastreamento da origem do e-mail.
Segundo a embaixada de Gana no Brasil, o golpe é aplicado em larga escala. Inclusive, com alguns casos de homicídio. Calcula-se que US$ 2 bilhões são roubados anualmente pelos bandidos. É difícil apontar com precisão, pois uma parte significativa das vítimas não registra queixas nem comunica a fraude. O silêncio se deve ao receio de se expor ao ridículo por ter caído num conto de fadas. Segundo a Polícia Federal, por se tratar de estelionato, a investigação é de competência da Polícia Civil, a não ser que envolva golpistas de outros países.
A primeira pessoa ‘sem sexo’
Escocês virou mulher mas não se ‘encaixou’ em nenhuma das condições.
Agora, conseguiu certidão de Gênero Não Específico
Uma pessoa que mora na Austrália pode ser a primeira no mundo reconhecida oficialmente como não pertencendo a nenhum dos sexos. O governo do Estado de New outh Wales emitiu uma certidão de "Gênero Não Específico" a Norrie May-Welby. Isso significa que o governo não a reconhece como homem ou mulher.
Norrie, de 48 anos de idade, se considera um andrógino e é ativista do grupo Sex and Gender Education (Sage, na sigla em inglês), que faz campanha mundial por direitos de pessoas com diferentes identidades sexuais.
Ele nasceu na Escócia e foi registrado como homem. Aos 23 anos, passou por um tratamento hormonal e cirurgias para mudar de sexo, e foi registrado na Austrália como mulher.
No entanto, Norrie ficou insatisfeito com a mudança e interrompeu seu tratamento, preferindo denominar-se "neutro".
"Esses conceitos de homem e mulher simplesmente não se encaixam no meu caso, eles não são a realidade e, se aplicados a mim, são fictícios", afirma Norrie em um artigo publicado no site The Scavenger.
O escocês assina como norrie mAy-Welby, um trocadilho com may well be, que em inglês significa "pode ser".
‘Liberdade’
Em entrevista à BBC, Norrie comemorou a decisão do governo australiano.
"Liberdade da gaiola do gênero!", escreveu. Segundo a notícia publicada no jornal The Scavenger, os médicos declararam em janeiro passado que não conseguiram determinar o sexo de Norrie - nem fisicamente nem em função do seu comportamento.
A certidão de gênero não específico foi dada de acordo com uma recomendação de 2009 de um relatório da Comissão de Direitos Humanos da Austrália. A certidão foi publicada na capa do jornal australiano Sydney Morning Herald.
Uma porta-voz da Procuradoria do governo da Austrália disse ao jornal que esta foi a primeira certidão do tipo. A porta-voz do Sage, Tracie O'Keefe,disse ao Scavenger que a decisão tem impacto importante na vida de pessoas que não se identificam nem como homens ou mulheres.
Em entrevista ao jornal britânico Daily Telegraph, o porta-voz do grupo britânico Gender Trust – que se dedica a ajudar pessoas com problemas de identidade sexual – saudou a decisão do governo de New South Wales.
Agora, conseguiu certidão de Gênero Não Específico
Uma pessoa que mora na Austrália pode ser a primeira no mundo reconhecida oficialmente como não pertencendo a nenhum dos sexos. O governo do Estado de New outh Wales emitiu uma certidão de "Gênero Não Específico" a Norrie May-Welby. Isso significa que o governo não a reconhece como homem ou mulher.
Norrie, de 48 anos de idade, se considera um andrógino e é ativista do grupo Sex and Gender Education (Sage, na sigla em inglês), que faz campanha mundial por direitos de pessoas com diferentes identidades sexuais.
Ele nasceu na Escócia e foi registrado como homem. Aos 23 anos, passou por um tratamento hormonal e cirurgias para mudar de sexo, e foi registrado na Austrália como mulher.
No entanto, Norrie ficou insatisfeito com a mudança e interrompeu seu tratamento, preferindo denominar-se "neutro".
"Esses conceitos de homem e mulher simplesmente não se encaixam no meu caso, eles não são a realidade e, se aplicados a mim, são fictícios", afirma Norrie em um artigo publicado no site The Scavenger.
O escocês assina como norrie mAy-Welby, um trocadilho com may well be, que em inglês significa "pode ser".
‘Liberdade’
Em entrevista à BBC, Norrie comemorou a decisão do governo australiano.
"Liberdade da gaiola do gênero!", escreveu. Segundo a notícia publicada no jornal The Scavenger, os médicos declararam em janeiro passado que não conseguiram determinar o sexo de Norrie - nem fisicamente nem em função do seu comportamento.
A certidão de gênero não específico foi dada de acordo com uma recomendação de 2009 de um relatório da Comissão de Direitos Humanos da Austrália. A certidão foi publicada na capa do jornal australiano Sydney Morning Herald.
Uma porta-voz da Procuradoria do governo da Austrália disse ao jornal que esta foi a primeira certidão do tipo. A porta-voz do Sage, Tracie O'Keefe,disse ao Scavenger que a decisão tem impacto importante na vida de pessoas que não se identificam nem como homens ou mulheres.
Em entrevista ao jornal britânico Daily Telegraph, o porta-voz do grupo britânico Gender Trust – que se dedica a ajudar pessoas com problemas de identidade sexual – saudou a decisão do governo de New South Wales.
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