Escocês virou mulher mas não se ‘encaixou’ em nenhuma das condições.
Agora, conseguiu certidão de Gênero Não Específico
Uma pessoa que mora na Austrália pode ser a primeira no mundo reconhecida oficialmente como não pertencendo a nenhum dos sexos. O governo do Estado de New outh Wales emitiu uma certidão de "Gênero Não Específico" a Norrie May-Welby. Isso significa que o governo não a reconhece como homem ou mulher.
Norrie, de 48 anos de idade, se considera um andrógino e é ativista do grupo Sex and Gender Education (Sage, na sigla em inglês), que faz campanha mundial por direitos de pessoas com diferentes identidades sexuais.
Ele nasceu na Escócia e foi registrado como homem. Aos 23 anos, passou por um tratamento hormonal e cirurgias para mudar de sexo, e foi registrado na Austrália como mulher.
No entanto, Norrie ficou insatisfeito com a mudança e interrompeu seu tratamento, preferindo denominar-se "neutro".
"Esses conceitos de homem e mulher simplesmente não se encaixam no meu caso, eles não são a realidade e, se aplicados a mim, são fictícios", afirma Norrie em um artigo publicado no site The Scavenger.
O escocês assina como norrie mAy-Welby, um trocadilho com may well be, que em inglês significa "pode ser".
‘Liberdade’
Em entrevista à BBC, Norrie comemorou a decisão do governo australiano.
"Liberdade da gaiola do gênero!", escreveu. Segundo a notícia publicada no jornal The Scavenger, os médicos declararam em janeiro passado que não conseguiram determinar o sexo de Norrie - nem fisicamente nem em função do seu comportamento.
A certidão de gênero não específico foi dada de acordo com uma recomendação de 2009 de um relatório da Comissão de Direitos Humanos da Austrália. A certidão foi publicada na capa do jornal australiano Sydney Morning Herald.
Uma porta-voz da Procuradoria do governo da Austrália disse ao jornal que esta foi a primeira certidão do tipo. A porta-voz do Sage, Tracie O'Keefe,disse ao Scavenger que a decisão tem impacto importante na vida de pessoas que não se identificam nem como homens ou mulheres.
Em entrevista ao jornal britânico Daily Telegraph, o porta-voz do grupo britânico Gender Trust – que se dedica a ajudar pessoas com problemas de identidade sexual – saudou a decisão do governo de New South Wales.

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